segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Eu palro, tu palras...palramos todos!

...quanto mais não seja, para te incentivar palramos todos cá em casa. Tu desde muito cedo que emites os teus sons vocais, nessa ansiedade de comunicação que salta em ti por todos os poros. Transpiras vida, vontade de te dares ao mundo! Primeiro, por volta do mês de vida dizias "hum", "a", depois entre o mês e meio e os dois meses disseste "ooooááááá" após ouvires repetidamente a tia L. em cima da tua cara a dizer muito expressivamente um "OLÁ" que exigia resposta. Ninguém queria acreditar, mas desde aí, sempre que alguém te cumprimentava tu dizias "oooooooooáááááá´" com um grande sorriso e os olhos a fervilhar palavras e expressões que querias dizer. Entretanto foste acrescentando uma data de sons e agora palras que é uma maravilha. "aaa", "áááá", "ooo", "ééé", "aaaaiiii" (às vezes até dizes este último quando acabas de suspirar após largos minutos de conversa intensa comigo). A tua última é " aaaabuuuu" e também "aabbrrr". É um máximo, porque à medida que te vais ouvindo vais descobrindo novos sons que consegues fazer e depois explora-los até ao limite.
Boa noite, meu amor.
(P. Amiga, segui o teu conselho...os textos são para a B.)

sábado, fevereiro 09, 2008

A Sopinha

Foi na segunda-feira passada que lhe dei a primeira sopinha.
Tinha a certeza que ia adorar sopas porque sempre foi bastante sofrega a beber o biberão, parecia querer mais e mais comida...sopas...Finalmente experimentei uma sopinha (sim, porque a esta altura do campeonato tudo termina em inha ou inho no meu vocabulário) de cenourinha e batatinha. Era ve-la deliciar-se a sugar da colherzinha o mais que podia. Tão querida!... Mas bom, nesse dia foi metade fora e metade dentro como é natural, por estar tão habituada à mama e ao biberão, só que não levou muito tempo até que se adaptasse. No dia seguinte tentámos novamente comer a sopa e lá estava a B. ansiosa que a colherzinha chegasse perto da boca para comer. Não só comeu tudo como começou a refilar entre cada colherada de sopa porque eu não consigo com a minha destreza ser tão rápida como ela quer. E a frutinha cozida??? Ui, come que é uma maravilha. Sim senhora, B...quinha, estás de parabéns e estou MUUUUITO contente por comeres com tanta vontade, tal como eu previ.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Chorei quando tu sorriste


"Tinhas um mes quando vi o teu primeiro sorriso. És bonita, mas quando vi esse sorriso luminoso de gengivas à mostra não consegui conter-me e cairam-me as lágrimas de tanta alegria. És LINDA!"

Escrevi estas palavras para a Bianca na altura em que começou a encantar-me com os seus sorrisos. E encanta mesmo. Quando quer levantar-se de onde está, ou quando está a resistir ao sono sabe que pode olhar para mim e lançar-me um daqueles sorrisos de orelha a orelha e gengiva à mostra, maroto e charmoso, que eu não resisto e pego nela para enche-la de beijos! Eheh...e ela sabe bem como conquistar-me.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

O dia mais feliz


O dia mais feliz da minha vida foi o dia do nascimento da B., como seria de esperar. Mas feliz feliz foi um momento preciso que jurei reter na memória para os dias em que pudesse estar em baixo futuramente. Achei que se me lembrasse daquela felicidade que senti, conseguiria ultrapassar qualquer adversidade com que me deparasse. E assim faço. Esse momento aconteceu na noite em que a B. nasceu, quando ela estava deitada no berço ao lado da minha cama. Eu tinha dores na barriga e ainda não conseguia sentir as pernas, mas no meio da dificuldade que sentia, olhei para mim e vi-me "não-grávida", olhei para o lado e a minha filha, a filha que guardei em mim desde criança com carinho e todo o amor para dar, estava ali na minha presença finalmente. Sentir essa presença foi mágico. Saber que dentro de mim cresceu uma pessoa por quem sinto um amor incondicional e que finalmente posso conhecê-la e partilhar tempo de vida com ela, foi o momento mais especial da minha vida. Senti a Felicidade e tentei aproximar-me dela, apesar de não conseguir mexer as pernas e disse-lhe "Amo-te, meu amor". Continuo a dizer-lho todos os dias, por vezes mais que uma vez, baixinho ao ouvido.

Mãe

Queria ser Mãe desde pequena. Acho que todas queremos, não? Quando brincamos com os bonecos às mães e aos filhos. Trocamos-lhes as fraldas (secas), mudamos a roupa que não está suja, levamos os nossos filhos para todo o lado até nos fartarmos dos bonecos. Talvez esse seja o espaço que temos para cuidar de nós, crianças, para que nos possamos tornar adultos cuidadores, pais, tios, avós.
Como tinha anunciado antes, sou mãe. A B. nasceu há quatro meses e três dias, no dia um de Outubro de 2007, às 22:55 no Hospital de São Francisco Xavier. Mas posso dizer com toda a certeza que sou mãe há mais tempo. Antes de tudo fui mãe de mim, porque soube cuidar da criança em mim, depois fui mãe dos filhos que imaginei ter um dia mais tarde. Então, fui mãe quando soube que estava grávida, Mãe da primeira célula da minha filha. Agora que a tenho ao meu lado e sou Mãe, sou completa.