segunda-feira, julho 10, 2006

Caixas

(óleo sobre tela,Pintura 1-ArCo, Diana Cunha, 2006)

Caixas e mais caixas que se arrumam por prioridades na nossa mente, no nosso coração atacado diariamente por tentativas de furto às joias nas caixas. Caixas de segredos, caixas de recordações, caixas que guardamos dentro de novas caixas como que para que as esqueçamos para sempre.
Guardo as caixas ordenadas na minha desordem umbilical e sigo o caminho confusa desta gente de caixas mal arrumadas numa arrumação aparente e plena de memórias douradas. Mal sabem eles que para mim as caixas são transparentes e que os segredos nas caixas não são mais que peidos, voláteis a que tapo o nariz, enfastiada.
Diana Cunha