Tocam-me os lábios, as línguas,
Que me deixam salivar
Por entre ruelas contíguas
Às nuvens do meu sonhar.
E por rios e montanhas
Que tocam o arco no céu,
As línguas fazem-se estranhas,
Eles deixam de ser meus.
Esses sonhos tão voláteis,
Quando paro de chorar,
Nessas ruelas contíguas
Às nuvens do meu sonhar.
DiEleia
sexta-feira, março 31, 2006
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