quinta-feira, janeiro 26, 2006

Perguntaram-me pela Saudade

“E tu, de que sentes saudade?”
Sem pensar muito respondi:

Tenho saudade da minha ingenuidade...que me permitia sentir tudo de uma forma mais intensa do que hoje. Apaixonar-me até à minha destruição. É disso que tenho saudade. Sofrer, mas ainda assim, viver experiências irrepetíveis, estouvada.
Foi assim que me apaixonei por ti, por exemplo... Sem sequer ter tempo de aperceber-me que o momento nunca iria prolongar-se pela eternidade como eu julgava.
Tenho saudade dos Verões da adolescência no nosso "Paraíso". De sair contigo para dar uma volta na ribeira, logo pela manhã. Ter assim a minha vida entregue à pessoa que amo. Assim, numa manhã de Verão, no chão molhado de uma ribeira desconhecida mas tão íntima de nós.
Saudade de ter coragem, de não ter medo de me entregar.
Sinto saudade enfim...do que não aconteceu.
Eleia