"Estátua erguida sobre a ponte,
Onde te leva o olhar?
E essa boca, que é fonte
Do teu estático navegar,
Que palavras diz ao rio?
Que te oiço sussurrar?...
Estátua debruçada na ponte,
O que espreita o teu olhar?
Filha do tempo, do destino
E do espaço da criação,
Estátua, minha fonte,
Porque te sinto o coração? "
Onde te leva o olhar?
E essa boca, que é fonte
Do teu estático navegar,
Que palavras diz ao rio?
Que te oiço sussurrar?...
Estátua debruçada na ponte,
O que espreita o teu olhar?
Filha do tempo, do destino
E do espaço da criação,
Estátua, minha fonte,
Porque te sinto o coração? "
Di.
Esteve uma exposição de estátuas de jovens criadores, no jardim de Oeiras. Infelizmente só descobri no último dia de passagem das estátuas. Acordei cedo na terça-feira e depois do café habitual segui no carro, um pouco ao acaso, e da mesma forma fui dar ao jardim de Oeiras onde estacionei. Saí para dar uma volta e respirar o ar matinal, sempre de bloco na mão e lápis para a eventualidade da ocasião genial do esboço diário. E tive mesmo sorte porque dei de caras com aquelas obras que fui descobrindo ao longo do jardim e que me surpreenderam positivamente. Não sei o nome dos autores...(mal) promovidos pela Câmara.
É óbvio que desde logo cresceu a poesia em mim, escrita em cima. (Obrigada, criadores desconhecidos, que me inspiraram!)


